Alemanha e Polônia – trechos percorridos e dicas de transporte

Data: 30 Março, 2016

Categoria: Mochilão

Já que estamos em plena Trans Siberiana, encarando 90 horas de viagem sem internet e com pouquíssimas distrações, o negócio é botar em dia os posts do blog! Por isso, vamos retomar a série de conteúdos em que explicamos como fizemos nossas locomoções de uma cidade a outra e de um país a outro, para que possa usar as dicas na organização de sua própria trip.

Pois bem! No último post da série sobre os itinerários percorridos explicamos como saímos da Eslovênia e chegamos na República Tcheca em uma viagem com duas conexões em, sendo uma em trens locais e outra no bacanudo trem saindo de Viena, na Áustria, para chegar a Praga.

Como ainda tínhamos nosso Eurail dentro da validade, fizemos nossas pesquisas de qual seria o melhor caminho saindo de Praga para entrar em solo alemão de trem.

Mais uma vez usamos o app Rail Planner para verificar todos os itinerários saindo da capital da República Tcheca sentido Alemanha, listamos as cidades que potencialmente nos interessavam e recorremos ao Google para escolher nossa próxima parada dentre as opções: Nurenberg!

Situada a praticamente uma linha reta de Praga, a cidade nos parecia simpática com suas muralhas medievais. E lá fomos nós!

Em um trem de primeira classe com cortesia de água mineral e chá, bancos confortáveis e internet, seguimos em uma viagem de Praga até Schwandorf. Naturalmente, nossos mochilões mais uma vez chamaram a atenção das autoridades e mais uma vez a polícia – dessa vez a paisana dentro do nosso vagão – pediu para ver nossos passaportes e tickets de trem.

Chegando a Schwandorf, nosso intervalo de conexão é bem pequeno, de aproximadamente 15 minutos, mas não nos preocupamos, pois se tratava de um itinerário que saía de 30 em 30 minutos. Na pior das hipóteses, esperaríamos meia hora.

O segundo trem não tinha nada de especial ou regalias. Era, na verdade, uma espécie de metrô e muitos estudantes voltavam da aula para suas cidades com mochilas e em grandes turmas. Naquele trem sentimos que estávamos, definitivamente, em terras alemãs, já que um cara bem próximo de nós tirou uma garrafa de cerveja do bolso, abriu e bebeu durante a viagem de 40 minutos.

Na cidade de Nurenberg, chegaria ao fim o prazo de validade de nosso cartão Eurail e, infelizmente, voltaríamos à rotina de pesquisa de preços para escolha do tipo de transporte que usaríamos. Chegava ao fim a mamata da primeira classe e do app Rail Planner! 🙂

Para fazer as pesquisas nos trens da Alemanha, era preciso baixar outro aplicativo, o DB Planner, que funciona exclusivamente para traçar as rotas dentro do país ou a partir de cidades alemãs para outros países.

Da fofa cidade de Nurenberg, seguimos para Frankfurt também de ônibus, já que a diferença de preço era gritante: 11 euros de ônibus versus 50 euros de trem pra cada um. Mais uma vez, usamos a empresa FlixBus, que havíamos usado no começo da viagem, para ir de Bruxelas a Paris. O wifi não funcionava como prometido, mas as poltronas eram confortáveis… suficiente para descansarmos um pouco.

Dentro de Nurenberg, você definitivamente não precisa se preocupar com transportes públicos. É possível conhecer todos os principais pontos turísticos a pé e curtir as paisagens dessa cidade tão bonita, principalmente se você se hospedar dentro dos limites da muralha da cidade e, consequentemente, bastante próximo do centro antigo.

O terminal de ônibus de Nurenberg é bastante próximo da estação de trem e, portanto, também próximo de nosso hostel. Depois de 3 horas de viagem, chegamos à deprimente cidade de Frankfurt (para entender o comentário sobre a cidade, veja esse post).

Dentro da cidade de Frankfurt, um dos transportes mais utilizados é o tram, mas nós optamos por fazer todos os trechos a pé, já que somos andarilhos natos!

A próxima parada era Münster, cidade onde mora um casal de amigos nossos. Mais uma vez pesquisamos os preços e mais uma vez o ônibus saía bem mais em conta que o trem: 14 euros para cada um versus 54 euros de trem. Lá fomos nós experimentar a empresa Postbus, que tem serviço de bordo com quitutes e bebidas pagas, ponto de energia que funciona direitinho e um ótimo sinal de wifi, além de um catalogo de filmes e músicas que devem ser acessadas online. As 5 horas de viagem passaram rápido!

Em Münster, você pode se animar e alugar uma bike, já que a cidade é super plana e também pequena. Então é possível conhecer todos os pontos mais bacanas em uma boa tarde de pedalada, ou em um dia de caminhada!

De Münster, seguimos para Berlin, também de ônibus, ao valor de 19 euros contra 34 euros do trem. E de novo pela empresa FlixBus: ou seja, de novo sem internet, o ponto de energia não estava funcionando e em uma viagem mais longa, de 7 horas… Apenas tínhamos poltronas confortáveis para dormir.

Dentro de Berlin, a história é outra e, mesmo se você goste bastante de andar como nós, terá que recorrer ao metrô, ja que a cidade é realmente grande e os pontos turísticos estão espalhados. Nesse post eu explico com detalhes o funcionamento do metrô na capital alemã.

Para sair da Alemanha e chegarmos a Polônia, nossa próxima parada, fizemos mais uma vez as pesquisas no app de trens e no Goeuro.com e optamos pela empresa de ônibus Ecolines que, mais uma vez, era esmagadoramente mais barata que os trens: 19 euros pra cada um de ônibus, contra 65 euros. Dessa vez, o ônibus agradou um pouco mais: além de ter uma boa internet, ponto de energia que fucnionava e serviço de bordo, cada poltrona tinha uma pequena TV, semelhante aos aviões, onde ra possível ver filmes, ouvir músicas, jogar joguinhos… enfim! Diversas formas de passar o tempo!

A viagem foi meio longa até Varsóvia: 7 horas! Mas passou mais rápido com a ajuda dos filmes (o catálogo tem diversos filmes dublados em alemão, russo, etc, mas você encontrará alguns com áudio original em inglês e alguns com legenda em inglês além do áudio).

Em Varsória, os meios de transporte mais usados são o metrô e o tram, mas não usamos nenhum dos dois e optamos por explorar a cidade a pé. Mesmo estando a cerca de 3 km da Embaixada da China, que tínhamos que visitar pelo menos duas vezes para solicitar e retirar o visto, fizemos todos os trechos a pé, curtindo a paisagem, passando por dentro de parques bacanas e passagens subterrâneas.

Com o visto Chinês em mãos, era hora de seguir rumo a Rússia, mas para isso era preciso levar algumas variáveis em consideração, mas esse assunto fica para o próximo post! 😉

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