Dias perfeitos em Roma – Fontes, igrejas e praças

Data: 13 Fevereiro, 2016

Categoria: Mochilão

No primeiro post sobre nossa passagem por Roma, que você lê aqui, descrevemos um dia inesquecível visitando o Coliseu, Monte Palatino e Fórum Romano que terminou com uma belíssima pizza Margherita tradicional.

Contabilizando os investimentos nesse memorável dia em terras romanas, é preciso desembolsar algo em torno de 20 euros: 12 no ingresso do Coliseu (que dá acesso ao Fórum e Palatino) e 7 no combo pizza + cerveja. Como nossa visita ocorreu no primeiro domingo do mês de fevereiro, o acesso ao Coliseu foi gratuito. Uhuuu! Ótima notícia para os mochileiros low budget.

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Dia 02 – As atrações gratuitas!

Já em nosso segundo dia em Roma, curtimos o dia inteirinho sem gastar praticamente nada! Afinal, Roma é repleta de igrejas, ruínas, praças e fontes que merecem sua visita e contemplação e que têm acesso gratuito! É só criar um bom roteiro a pé e se deleitar!

Saindo de nosso hostel, ao lado da estação Termini, descemos um trecho da via Cavour e na Piazza Esquilino entramos à direita, para mergulharmos nas ruelas em busca das fontes e praças mais famosas e desejadas.

A cada esquina, nos surpreendíamos com esculturas, postes de luz e prédios que pareciam (e eram) verdadeiras obras de arte, como a San Carlo Quattro Fontane, que possui uma escultura em cada uma das 4 esquinas que formam o cruzamento das ruas.

A primeira parada foi na Piazza Barnerini, que não está no roteiro das praças mais famosas, mas possui uma linda fonte que merece sua contemplação, a Fontana del Tritone.

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Passamos pela Piazza di Spagna para ver a fonte em forma de barca. Quando estive em Roma em 2014, ela estava em reforma e não pude vê-la de perto. Dessa vez, quem estava em reforma era a escadaria da praça, então não pudemos nos sentar ali para apreciar a vida borbulhando naquela região super famosa.

Chegamos, então, a Piazza del Popolo. Enorme, rodeada por esculturas e com uma enorme fonte ao centro. E com fortíssimas referências egípcias: além das inscrições egípcias no obelisco central, diversas esfinges rodeiam a praça, como se protegessem o local. Nessa praça está localizado o Museu di Leonardo da Vinci. Se tiver uma graninha sobrando, invista os 10 euros para mergulhar no universo desse gênio da humanidade.

Seguindo em frente, passamos pelas igrejas Santa Maria del Popolo, San Giacomo in Augusta e Basílica del S. Ambrogio e Carlo que, independente de sua religião, devem ser visitadas, pois possuem esculturas incríveis, mosaicos de vidros coloridos nas janelas e tetos cuidadosamente pintados. Coisa linda mesmo!

Fomos, então, em busca do meu sonho de consumo e que havia sido minha maior decepção na primeira vez que estive em Roma: no verão de 2014, a Fontana di Trevi estava em reforma e quando cheguei à tão sonhada fonte, me deparei com tapumes e nada mais.

E eu tinha falado tanto desse lugar para o Will que estava até com medo de ele se decepcionar e não achar tão impressionante… Inocência a minha! Quando chegamos à Fontana di Trevi, nós dois perdemos o fôlego!

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É muito, muito linda!! Impressionante, fascinante, emocionante (e mais um monte de “ante”!!)! Apesar de estar sempre lotada de turistas, é fácil encontrar um cantinho para se sentar e apreciá-la como ela merece. Por ali ficamos cerca de uma hora, apreciando e descobrindo detalhes, boquiabertos com tamanha perfeição!

Aproveitei o momento de contemplação para saborear um gelato! Aaahh os sorvetes italianos… não deixe de provar!! Você investe cerca de 3 euros pra se acabar numa boa casquinha com até 3 sabores. É muito delícia!!

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Seguimos, então, para o Pantheon. E ta aí outro lugar que impressiona pelo tamanho, imponência e história! As colunas que sustentam o lugar são tão imensas que você sente quão pequeno é e fica se perguntando como eles conseguiram construir aquela imensidão de pedra (eram os deuses astronautas?!). A entrada é gratuita e lá dentro você se impressiona mais ainda: o relógio de sol, a tumba do pintor Rafael, a grandeza e energia do lugar!

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Saindo do Panteon, seguimos para a Piazza Navona, onde fica a minha segunda fonte favorita: A dei Fontana dei Quattro Fiumi, que foi esculpida em 1648. Uma lindeza que só ela!

Sentamos ali para contemplar as esculturas e para descansar de tanta andança por Roma! E nos divertimos tentando descobrir a nacionalidade das tantas e tantas pessoas que passavam pela praça.

Para recarregar de vez as energias, era hora de provar uma tradicional guloseima de Roma: o Suppli, um bolinho de arroz condimentado e recheado de queijo ou carne. Você encontra ele em muitos cafés e lanchonetes que vendem pizzas em pedaços, por cerca de 1,50 euros. Não é nada muuuito impressionante e saboroso, mas vale a experiência!

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Saímos andando pelas ruazinhas minúsculas, paramos nas lindíssimas lojinhas de pinóquios, degustamos o tradicional Limoncello, um licor de limão bem gostoso e bem forte, nos perdemos e nos achamos uma porção de vezes.

E chegava ao fim mais um dia em terras romanas. Ainda havia tanta coisa bacana para ver gratuitamente, mas era preciso mais um dia inteiro para conseguir connhecer o bairro Trastevere, o castelo de Sant’Angelo, a Boca della Verità e tantas outras praças, igrejas e locais famosos.

Como nós decidimos contemplar de verdade cada lugar que conhecemos, e não só dar uma passadinha, fazer umas fotos, uns selfies e ir embora, não conseguimos visitar todos os locais interessantes de Roma. Porém, não nos arrependemos nem um pouquinho das horas que investimos em cada lugar que visitamos e dos tantos detalhes que levaremos na memória e no coração!

No terceiro dia em Roma, fomos ao Vaticano. Ficamos maravilhados com o museu, mas um pouco decepcionados com a confusão para entrar na Basílica de São Pedro, mas essa história fica para o próximo post! 😉

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