Mais Alemanha: a super interessante Berlim!

Data: 17 Março, 2016

Categoria: Mochilão

Depois de dez dias em Münster, hospedados na casa de nossos amigos, onde pudemos descansar, lavar as roupas sem pagar (rs), tomar banho sem chinelos (rsrs), curtir um sossego, voltamos para a estrada com o objetivo de chegar à Rússia e começar nossa travessia de trem para a Ásia.

Se você abrir o Google Maps, verá que Münster está bem longe da Rússia e, por isso, ainda tínhamos algumas paradas pra fazer no caminho. E era nossa oportunidade de visitar a única cidade alemã que realmente sonhávamos em ver com os próprios olhos: Berlim!

Todos os amigos brasileiros que já fizeram eurotrips e visitaram a capital da Alemanha e todos os viajantes que conhecemos no caminho falavam a mesma coisa: “Berlim é demais!! Vocês têm que conhecer!!”.

De fato, a cidade é demais!! Muito grande e, por isso, pouco aconchegante, mas muito habituada ao alto número de turistas vindos do mundo todo e, por isso, com uma ginga ótima para lidar com os estrangeiros: as pessoas são mais solícitas, amigáveis e muitos falam inglês. Nos sentimos bem vindos desde o primeiro metrô que pegamos para chegar ao hostel.

Como nosso orçamento já estava apertado demais para continuar na Alemanha, que é cara pra caramba, decidimos ficar somente uma noite e dois dias na cidade, mas se você tem tempo e uma graninha sobrando, invista pelo menos uns 4 dias para conhecer tudo com calma… vai valer a pena!

No esquema low budget, a boa notícia é que tem muita coisa interessante para visitar gratuitamente e diversos fast foods com preços mais convidativos que os restaurantes tradicionais. E outra excelente notícia é o preço da cerveja: em muitos lugares, mais barata que a água! Hahaha! 🙂

Apesar da economia nos pontos turísticos, prepare-se para gastar um dinheirinho no metrô. Nós somos super andarilhos e percorremos muitos kilometros diariamente nas cidades visitadas, mas Berlim é uma cidade realmente grande e alguns dos pontos turísticos precisarão de transporte público.

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O esquema lá é o seguinte: há 3 categorias de bilhete e você deve ficar bastante atento a isso, para não ser pego por um fiscal e ter que desembolsar uma multa de 60 euros: Bilhetes para a região AB (2,70 euros); para a região BC (2,70 euros) e para as três regiões: ABC (3,30 euros).

A partir do momento que é validado, o ticket vale por 2 horas, mas você não pode usá-lo para ir e voltar. O que você pode fazer é parar em estações no meio do seu caminho para ver alguns pontos turísticos, mas seguir sempre em frente com aquele bilhete.

Para entender melhor o funcionamento, veja o nosso caso: Nosso hostel ficava bem próximo do Portão de Bradenburgo e, para ir até o Muro de Berlim, era necessário pegar o metrô e andar umas 15 estações. Então, descemos no meio do caminho para conhecer a Alexanderplatz, uma praça enorme que ferve o dia todo e é um dos principais pontos turísticos da cidade, com o relógio mundial e a enorme torre de TV. De lá, pegamos novamente o metrô e seguimos para a estação do Muro.

Pois bem! Então, chegamos no Muro! E eu, que sou a entusiasta em pessoa, confesso que à primeira vista me decepcionei. Creio que estava muito acostumada com as dantescas construções do império romano e esperava uma muralha enorme, mas não: Trata-se de um muro pequeno, meio normal… E é aí que entra a sua vontade de entrar no clima!

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Você começa a ver as fotos da época da Guerra Fria que estão instaladas lá, começa a ler os totens, vai se transportando para a época em que tudo aconteceu, imaginando quanta gente sofreu ali, as grades metálicas e eletrificadas, os cães de guarda, vai sentindo a energia dos grafites que cobrem todo o muro, e pronto! O passeio se torna espetacular!

É realmente emocionante poder caminhar pela margem do rio Spree que acompanha o pedaço de muro que foi mantido em pé.

De lá, pegamos novamente o metrô e descemos em uma estação localizada na rua Friedrichstrasse, que é enorme, tomada por lojas bacanudas, bares, restaurantes e, seguindo diretamente nela, você encontrará outro ponto turístico muito interessante: o Checkpoint Charlie, um posto militar entre a Alemanha Ocidental e Oriental que se tornou símbolo da Guerra Fria.

Seguimos a pé até cruzar a rua que nos levaria ao lugar que mais queríamos ver: o inacreditável Portão de Bradenburgo. Chegamos lá de noite e eu recomendo muito que você faça o mesmo: o portão fica inteiramente iluminado e ainda mais espetacular. Vale a pena parar para contemplá-lo por um bom tempo!

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Berlim é uma cidade repleta de museus muito bacanas. Há, inclusive, uma Ilha inteiramente dedicada a eles, mas nosso segundo dia na cidade já tinha um destino certo: o Museu de História Natural de Berlim! O principal motivo para termos escolhido esse museu é também uma das razões que o fazem mundialmente famoso: lá encontra-se o fóssil montado do maior dinossauro do mundo!

O ingresso custa 8 euros por pessoa e em duas horas de visita você já consegue ver os diversos fósseis, o planetário, e muitas muitas muitas espécies de animais de todos os tipos e portes! É uma visita muito divertida para adultos e inesquecível para crianças! Eu, honestamente, parecia uma criança feliz em meio àqueles tantos dinossauros, me sentindo no Jurassic Park!! Vale a pena! É demais!! 🙂

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Ainda tínhamos muita coisa bacana para ver em Berlim, mas era hora de partir para nossa próxima parada: Varsóvia, na Polônia, para enfim resolver nosso visto da China e seguir para a Rússia! Vamos em frente!!

2 comentários

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2 comentários
  1. 20 de Março de 2016

    Brother, muito legal seus textos… Passei por grandes mudanças recentes na minha vida… Larguei um emprego muito interessantes para muitos numa multinacional e estou em busca de paz… A dois meses pesquiso de tudo… E semana passada cheguei no assunto Veleiro… rss… Foi assim que descobri seu site e vários outros… Alem de muitas horas de youtube… E uma coisa q não sai mais da minha cabeça e estou estudando muito… Ja fui numa escola de vela e irei fazer um curso num barco pequeno (laser). Depois o próximo passo será fazer um charter na região de ilha grande… Para ai sim experimentar passar pelo menos uns dias num veleiro… Vou escolher modelo que veleiro que tenho vontade de comprar (de 27 a 34 pés). A grande duvida e a compra. Comprar veleiro da década de 80 da medo… E os novos são muito caros e fogem do orçamento. Outra duvida e uma forma de conseguir renda (ja vi vários artigos sobre isso). Penso em alem de fazer charter com o veleiro, comprar um lancha pequena e também oferecer esta opção de transporte (tudo isso na região da costa verde… O que vc acha?

    1. Will Gittens Responder
      22 de Março de 2016

      Olá Fabio. Primeiro obrigado por acessar o blog!! Seu plano é sólido, estudar sobre o assunto e navegar em diversos veleiros é fundamental para não errar na compra e não transformar o sonho em pesadelo. Realmente veleiros da década de 80 dão medo, mas existem muitos reformados e que vão durar mais dezenas de anos. Você tem a alternativa de construir um ou fazer como eu estou planejando: reduzir o tamanho do veleiro para encaixar no bolso. Já conversei com bastante gente que está ganhando dinheiro fazendo passeios com seu veleiro na região que você pretende. Acho totalmente possível e você vai se apaixonar pela vida que vai levar. Um grande abraço e qualquer dúvida estaremos sempre aqui para ajudar. Bons ventos!!

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