Mochilão Bolívia – Você tem que conhecer Sucre!

Data: 23 junho, 2016

Categoria: Mochilão

Naturalmente, muita gente nos faz perguntas sobre a viagem de volta ao mundo e grande parte dessas pessoas tem a curiosidade de saber qual foi o país que menos gostamos dentre os 19 países visitados.

Apesar de a China ser um tanto quanto traumatizante (hahaha), como expliquei um pouco nesse post, a Bolívia é, certamente, o país em que nos deparamos com a pior qualidade de estradas, pior limpeza das cidades e taxas abusivas cobradas de turistas. Um país que parece não gostar de receber os milhares de turistas que circulam por ano.

Sendo assim, depois de visitar o maravilhoso Salar do Uyuni, nosso principal objetivo em terras bolivianas, tínhamos que traçar uma rota que seguisse em direção ao Brasil. No meio do caminho, estava Sucre, a Cidade Branca, famosa pelas construções em estilo barroco e renascentista. Oba!

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Depois de nos instalarmos em um hostel próximo à Plaza 25 de Mayo – que é a região que mais recomendo na cidade e, mesmo sendo super central e bem localizado, o hostel não era tão caro quanto os hostels em La Paz, Copacabana e outras cidades bolivianas – saímos pra dar uma volta no Centro e logo percebemos ruazinhas de paralelepípedo, calçadas com boa manutenção, lojinhas, praças limpas, super bonitas e floridas, igrejas antigas, monumentos, parques, restaurantes, feiras e mercados.

Aquele ar de cidade pequena, mas muito bem organizada e resolvida. Uma gracinha, confortável e excelente pra desacelerar depois de alguns dias de emoção nos desertos. É a capital constitucional da Bolívia e seu centro histórico é considerado, desde 1991, Patrimônio Mundial da UNESCO. Coisa bacana mesmo!

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A cidade possui uma série de museus, desde arte sacra, arte indígena, até pinturas rupestres e pegadas de dinossauros. O cemitério da cidade também é considerado uma atração turística, pela sua localização e enormes jardins. Há muita coisa interessante pra visitar, pagas e gratuitas.

Porém, na minha opinião, o que há de mais bacana em Sucre é andar pelas ruas do centro, sentar nas praças, acompanhar a vida local, achar cantinhos bacanas com arquitetura interessante, comer nos lugares em que os moradores vão! Uma experiência muito mais rica do que ir somente nos museus e restaurantes voltados aos turistas.

Ali perto da Plaza 25 de Mayo, está o Mercado Central da Cidade. Na mesma linha do Mercado San Pedro em Cusco, mas bem menor do que na cidade peruana, esse mercado te faz mergulhar na cultura local! Muitos temperos, muitas frutas, carnes, queijos, cereais e os sanduíches e pratos com chorizo, a famosa linguiça boliviana feita de carnes diversas e sangue.

Eu comi todo tipo de comida de rua, em muitos países e foram raríssimas as vezes que passei mal. Porém, mesmo tendo adorado o prato feito que comi no Mercado por 10 bolivianos (uns 5 reais), no dia seguinte eu passei tão mal e, infelizmente, não posso afirmar se foi o frango com arroz, a salada ou o pudinzinho… todos adquiridos lá dentro! Então, é por sua conta e risco! 😛

Saindo do Mercado, você logo verá a Igreja São Francisco e os lindos arcos que ocupam toda uma esquina. Arcos brancos, árvores com folhas bem verdes iluminadas pelo sol, torres de igrejas. Um super visual!

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Seguimos a pé até o Parque Bolivar, que fica a cerca de 10 minutos da praça principal e vale muito a sua visita, principalmente aos domingos! O parque não é muito grande, mas super bem conservado: jardins e flores em dia, árvores incrivelmente saudáveis, bancos pra sentar e curtir o visual, playgrounds, pedalinhos!

E no fim-de-semana, rola uma infinidade de atrativos para as crianças, mas nenhuma delas usando da tecnologia como base, o que é muito bacana de se ver! Pinturas com tinta guache, carrossel sem motor (rodado no braço), bolinhas de sabão, passeio a cavalo, pedalinho, escorregador. Muito bacana! 🙂

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De volta à Plaza, fica a Catedral Metropolitana e também o Prédio da Prefeitura, duas construções lindas de meados do ano 1500. E em uma das esquinas da praça, está uma chocolateria tradicional que vende guloseimas diversas. Vale a pena sentar na praça com um bom doce, curtir o sossego da cidade e admirar os prédios do entorno!

Assim, passaram voando nossos dias de descanso e contemplação de uma cidade pequena, agradável e que funciona! Era hora de seguir em frente no trajeto de Sucre a Santa Cruz de la Sierra que foi, certamente, na pior estrada de toda a trip. Osso…! E vai ser o tema do próximo post. 😉

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