Mongólia – Turismo em Ulan Bator

Data: 10 Abril, 2016

Categoria: Mochilão

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Olha… nós lemos muita coisa sobre Ulan Bator (Ulanbaatar), a capital, e sobre a Mongólia antes de desembarcar por lá. A maioria do conteúdo é em inglês, já que poucos brasileiros parecem se aventurar pros lados de cá, ou ao menos compartilhar na web suas viagens na Mongólia.

Todo o conteúdo que líamos tinha o mesmo tom: a capital Ulan Bator, tem poucos atrativos dentro da cidade e o grande barato mesmo é conhecer os parques nacionais, as famílias nômades e o deserto de Gobi. Mergulhar na natureza mongól e apreciar paisagens de tirar o fôlego.

Então, essa era nossa intenção: separar um dia e meio para conhecer os pontos interessantes da cidade e, então, partir para uma aventura em algum parque que nos proporcionasse a verdadeira experiência de conviver com uma família nômade e seus costumes.

Pois bem! Chegamos a Ulan Bator em um sábado de manhãzinha e a primeira coisa a fazer foi conseguir informações a respeito do trem que parte de lá para Beijing. Depois de sabermos que teríamos 6 dias na cidade, já que o próximo trem que nos interessava sairia na 5a feira seguinte, decidimos turistar na capital durante o fim de semana para, na 2a feira, partirmos para a aventura na natureza mongól.

Como era esperado depois de ler bastante a respeito, Ulan Bator não tem muitos encantos, mas também não é uma cidade horrorosa como é Irkutsk (leia aqui a respeito). A cidade possui duas grandes avenidas onde estão concentrados os restaurantes, mercados e o movimento de moradores e (poucos) turistas, alguns lindos templos budistas, estátuas e monumentos que homenageiam Genghis Khan e alguns museus.

A alta temporada acontece nos meses de Junho, Julho e Agosto, quando o frio cortante da Mongóiia dá trégua, então nós sabíamos que seria necessário encarar dias gelados de primavera, na casa de 6 graus positivos a 6 negativos (bem diferente dos 30 graus negativos que a cidade enfrenta no inverno), mas esse era o último país gelado do nosso roteiro!! Pelo menos por alguns meses, até chegarmos a Machu Pichu, no Peru.

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No primeiro dia de passeio, fomos até o Gandan Khiid, o maior monastério budista da cidade, onde está instalada uma enorme estátua (com 26 metros de altura) dourada de Avalokitésvara. A visita é imperdível e o lugar é lindo, cheio de altares budistas, estátuas, rodas de oração, cores.

A visita é gratuita, exceto na parte onde está localizada a enorme estátua. Infelizmente, a visita paga estava fechada no dia que fomos, mas mesmo assim o passeio vale muito a pena e você pode separar duas horas para curtir com calma os visuais tão diferentes, coloridos e tipicamente orientais que encontrará lá dentro.

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Saindo de lá, caminhamos por quase toda a extensão da Avenida da Paz e chegamos à praça principal da cidade: Praça Suuhkbaatar (ou Genghis Khan Square). Lá você encontrará o belíssimo prédio do Parlamento e uma enorme estátua de Genghis Khan sentado ao centro e, nas laterais, seu filho e o general que conquistou a China sentados, além de importantes soldados em seus cavalos. A foto dessa importante construção da cidade ilustra este post.  😉

De costas para o monumento de Genghis Khan, dê uma boa olhada no visual! Montanhas nevadas abraçam a cidade e te proporcionarão paisagens incríveis!

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Prepare-se para ser bastante abordado por guias turísticos e vendedores de artigos típicos de lá, principalmente se você visitar a cidade na baixa temporada. Nós encontramos apenas 4 turistas nesse primeiro dia de passeio!

Voltando pela mesma avenida, nos deparamos com uma festa de rua: uma espécia de festival do morango. Paramos para tirar algumas fotos e curtir aquele momento super pouco convencional para nós: somente moradores visitavam as barraquinhas, músicas típicas, crianças correndo pra lá e pra cá… maior barato!

No dia seguinte, partimos pra visitar o Zaisan memorial, outro grande templo budista a cerca de 2,5km do centro da cidade. Decidimos ir andando pra conhecer mais pedaços da cidade, mas se você tiver preguiça, pode pegar um ônibus que é baratinho por lá!

Infelizmente, esse templo só podia ser visitado se pagássemos cerca de 20 reais. Ok.. não é muito dinheiro… mas no nosso esquema low budget, concluímos que vamos ver muitos templos budistas ainda mais incríveis que aquele, principalmente no Laos e na Tailândia. E, ainda por cima, a essa altura já havíamos definido o nosso tour pelo Parque Nacional Terelj e a brincadeira nos custou 240 dólares!! Então, nada feito… bora continuar andando pela cidade!

Seguindo na mesma direção do Templo Zaisan, você chegará a uma longa escadaria e, ao subir, terá uma bela vista da cidade. Nada de totalmente excepcional, mas já que você chegou até ali, vale a subida!

Você notará, ao andar pela cidade, que a história de luta, império e dominações russas e soviéticas ficam claras na arquitetura da cidade. Há pouca herança de construções tradicionais, muitos prédios quadrados e insossos da época soviética e muitos arranha céus espelhados subindo pela cidade, o que demonstra que a capital passa por um movimento de crescimento interessante.

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Outra característica forte de Ulan Bator é a grande quantidade de crianças, o que também demonstra que as famílias estão em um momento de prosperidade e procurando aumentar a pequena população que reside no país: apenas 3 milhões de habitantes, em um país grande!

As crianças são fofas e ficam visivelmente impressionadas ao verem turistas ocidentais. Olham com curiosidade, sorriem e acenam para nós. Uma graça!! Já na China, gente…. todo mundo olha!! Crianças, adultos e idosos… Já havíamos ouvido falar que eles são especialmente interessados pelos turistas loiros de olhos claros e pedem pra tirar foto com eles, mas em 3 dias em Beijing já fomos abordados diversas vezes, além das pessoas que tiraram fotos nossas sem pedir! Hahahaha! É muito estranho!

Terminados os nossos dias de turismo em Ulan Bator, era hora de começar o que é o verdadeiro encantamento do país: conhecer as famílias nômades, suas tradicionais casas, as Gers, e as maravilhas naturais dos Parques Nacionais!

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E aí, meus amigos, é que nós nos convencemos que visitar a Mongólia vale muito a pena!! Infelizmente, é praticamente impossível chegar por conta própria nos Parques e no Deserto de Gobi, então você precisará contratar guias ou, pelo menos, um motorista pra te levar pra esses lugares. E é caro… pra viajantes low budget, é muito caro! Prepare-se pra desembolsar pelo menos 250 reais nos passeios mais curtos, de dois dias de duração!

Após sofrermos um bocado pra decidir desembolsar essa grana, hahaha, lá fomos nós… e nos apaixonamos perdidamente!! Portanto, nossa dica é a seguinte: se você vai fazer a Trans Siberiana e, assim, parar em Ulan Bator antes de seguir para a China, e se você gosta de natureza e experiências totalmente diferentes de seu dia a dia e cultura, reserve um pouco de dinheiro e faça um tour!! 

No próximo post, vamos compartilhar com vocês os intensos e inesquecíveis dias que vivemos com uma família nômade da Mongólia, no Parque Nacional Gorkhi Terelj! <3

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