Nossa percepção sobre a Alemanha – Frankfurt

Data: 7 Março, 2016

Categoria: Mochilão

Começamos a dividir com vocês nossas percepções sobre a Alemanha no post anterior, que você lê aqui. A primeira parada foi uma cidade escolhida a dedo por suas características medievais e lindos visuais típicos alemães.

A segunda parada, porém, foi escolhida por estar estrategicamente bem localizada no caminho para Münster e, sabendo que se tratava do maior centro financeiro e de transportes da Alemanha e também o principal centro financeiro do continente europeu, sabíamos que não dava para esperar uma cidade aconchegante e turística. Frankfurt, apesar de receber turistas do mundo todo e abrigar importantes museus, é uma cidade de business.

frankfurt5

A frieza que encontramos nos alemães de Nuremberg foi em Frankfurt multiplicada por mil. Definitivamente, os residentes de Frankfurt não parecem gostar da visita de estrangeiros e não se esforçam para receber bem os turistas. Seja em lojas, lanchonetes ou nas ruas, percebíamos os olhares tortos e a falta de vontade de nos atender (talvez essa característica comum aos alemães tenha sido agravada pela questão dos imigrantes e refugiados, que tem sido fortemente discutida em território alemão).

Outro ponto que agravou nossa sensação de desconforto na cidade foi o local que escolhemos para nos hospedar. Como fizemos em todas as outras cidades, optamos por um hostel próximo à estação central de trem e ônibus. E, apesar de termos ficado em um hostel de excelente estrutura e conforto, que nos avisou por e-mail que estavam localizados no meio da “Red Light District” da cidade, ficamos realmente chocados com o que encontramos por lá.

Esperávamos, obviamente, estarmos cercados por casas de prostituição e sex shops, assim como a Red Light District de Amsterdam e isso não nos incomodava, pois apesar do clima mais “underground”, não é algo chocante ou perigoso. Porém, o problema daquela região era a altíssima concentração de traficantes e usuários de drogas pesadas: crack e heroína, principalmente.

Durante a noite era impossível sair, pois os traficantes nos abordavam e os usuários pareciam verdadeiros zumbis vagando entre as pessoas. Isso sim, era completamente deprimente e inesperado.

Pois bem! Então o negócio era passear durante o dia!

Fizemos uma ampla pesquisa sobre as atrações turísticas de lá e, apesar de ser uma cidade que abriga diversos museus interessantes (na verdade, a cidade que mais abriga museus de toda a Europa), decidimos não visitar nenhum deles por dois motivos: os temas não nos atraíam imensamente e os preços são meio salgadinhos. O museu que mais nos chamou a atenção, o Senckenberg (Museu de História Natural), deve ser super bacana, mas é o segundo maior da Alemanha. E como vamos para Berlin e o maior está lá, optamos por visitar somente os passeios gratuitos de Frankfurt.

E aí, meus queridos, aumentou mais um pouquinho o desconforto. Os locais realmente bonitos, interessantes e gratuitos foram poucos em nossa avaliação, e não se destacavam em nada quando comparados às outras cidades que visitamos. Entendam: essa é a nossa conclusão sobre a cidade após visitar outras 18 cidades europeias. É claro que, se ela está em seu roteiro, você deve ir lá conferir pessoalmente. Porém, nós não pretendemos mais voltar para lá.

Sendo assim, em apenas um dia você conhecerá o que nós consideramos mais bacana na cidade:

frankfurt4

frankfurt1

Há ainda o Jardim Botânico, a Ópera Antiga, o parque com o Jardim Coreano. Locais também interessantes e que você pode incluir no seu roteiro.

Enfim! De todas as cidades visitadas até aqui, Frankfurt foi a que menos nos surpreendeu e acolheu. Se você, leitor, já visitou a cidade e teve uma exeriência diferente, compartilhe conosco! Será ótimo ter visões diferentes de nossa 19a parada da volta ao mundo!

0 comentários

Compartilhe!
Compartilhar no Facebook! Tweetar! Compartilhar no Google+ Compartilhar no LinkedIn Enviar por email
Palavras:

Você vai gostar de ler:

Como fazer a Trans Siberiana

Manual completo para viajar de navio de carga

Como chegar a Machu Picchu

Rota de volta ao mundo: Começando a organizar

Participe! Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*