Terceiro dia em Roma – Visita ao Vaticano

Data: 14 Fevereiro, 2016

Categoria: Mochilão

É como ir ao Rio de Janeiro e não visitar o Corcovado, ou ir a São Paulo e não dar uma volta na Avenida Paulista, sabe?! A cidade do Vaticano está localizada a 15 minutos de metrô da estação central de Roma e apesar de ser a representação maior da religião católica, atrai pessoas de todas as religiões, países e idades.

É fato que notamos uma grande concentração de idosos e muitas, muitas freiras de ordens diversas, além de excursões focadas em temas religiosos. Porém, independente de sua fé, visitar o Museu do Vaticano é extremamente emocionante, pois ele abriga obras de arte incríveis e muita, muita história.

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Nossa principal dica, e que você lerá em todos os blogs de viagem, é que você deve comprar o ingresso antecipadamente, caso não queira encarar uma fila que pode durar de 1 a 3 horas. Como nós não temos um roteiro fixo de viagem e decidimos a próxima cidade que será visitada dois dias antes de partir, nós compramos o ingresso um dia antes de nossa visita pelo site oficial do museu. Caso você visite a cidade na alta temporada, recomendamos que faça a compra pelo menos 3 dias antes.

O ingresso custa 16 euros e ainda há uma taxa de 4 euros pela conveniência da compra online. É salgadinho, mas em nossa opinião vale a pena o investimento! Ao realizar a compra, você receberá por e-mail um voucher de confirmação em PDF que você pode apresentar diretamente no celular. Não precisa se preocupar em imprimir, ok?! 😉

Chegando ao Museu, você deve se dirigir à fila de quem já comprou ingresso, mas não se preocupe que será uma fila bem rapidinha! Todos devem passar pelo detector de metais e, então, você deve ir ao Caixa que tem o nome CASSA ONLINE E GRUPPI para apresentar a reserva e trocar pelo ingresso oficial.

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Aí, meus amigos, é só alegria!! Uma visita cuidadosa leva em torno de 5 horas, mas sem que se conheça todas as salas… É praticamente impossível ver tudo o que há dentro do museu! Então, dê uma boa pesquisada no mapa, escolha o que mais te encanta para dedicar mais tempo e passe mais rapidamente pelas demais salas do museu.

Como nós nos esbaldamos na área do Egito Antigo no Museu do Louvre, no Vaticano decidimos passar mais rápido por essa área, para poder dedicar mais tempo de contemplação ao Museu Chiaramonti, um corredor enorrrmee cheio de bustos de imperadores e esculturas de deuses greco-romanos (o teto desse corredor é um show à parte); o Pátio Octogonal, que parece um jardim de inverno repleto de esculturas lindíssimas, como Perseu segurando a cabeça da Medusa; a Sala Rotonda e a maravilhosa escultura de Hércules; a Sala da Cruz Grega com o sarcófago de Santa Helena; a Galeria dos Mapas…

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E, é claro, ela: a indescritível Capela Sistina!

Em minha humilde opinião, os 20 euros pagos para entrar no museu já valeriam a pena se só existisse ali a Capela Sistina e aquele teto fenomenal pintado por Michelangelo. É muito impressionante, surreal, maravilhoso e poético.

Vale a pena dar uma pesquisada antes de ir ao museu, para entender a história daquela maravilha, os detalhes e mensagens deixadas pelo artista naquela imensidão de beleza e poesia. Mas, se você não pesquisar nada a respeito, também se emocionará muito com tamanho talento de Michelangelo. Vale muito a pena e ficará registrado em sua memória e coração para o resto da vida, sem sombra de dúvidas!

Dentro da Capela Sistina, ficamos por cerca de 1 hora… chega a dar dor no pescoço de passar tanto tempo olhando pra cima e, por isso, procure conseguir um espacinho nos bancos que estão instalados junto às paredes da capela, para poder apreciá-la por mais tempo.

É importante que se respeitem as regras básicas de lá: fazer silêncio, não tirar fotos e nem gravar vídeos. Vai dar muita vontade, eu sei, mas resista e respeite! 😉

Após as muitas horas de andança pelo museu, era hora de visitar a Basílica de São Pedro e a lindíssima escultura Pietá. Sabíamos que era preciso encarar uma fila considerável, já que a entrada é gratuita e quando estive no Vaticano em 2014, aguardei 30 minutos para conseguir entrar. Porém, nos deparamos com uma muvuca absurda, um aperto e empurra-empurra bastante desagradáveis, e uma previsão de espera de 2 horas e meia.

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Nos chocou muito ver dezenas (na verdade, centenas) de idosos (velhinhos mesmo) enfrentando aquela confusão para entrar na Basílica, sem qualquer fila preferencial e atendimento diferenciado. E nos chocou mais ainda saber que toda aquela espera e confusão era devido à visita de um grupo grande de padres que estava prestes a entrar na Basílica e não podiam “se misturar com o povão”.

O detalhe mais revoltante é que, em meio àquela fila enorme e mal organizada, havia dezenas de freiras encarando toda a espera sem qualquer chance de serem beneficiadas como os padres. Injusto, muito injusto. E, como católica que sou, senti um grande desrespeito com as religiosas que ali estavam, com os idosos e com todas aquelas milhares de pessoas que gostariam de prestigiar a Basílica.

Resultado? Após duas horas tentando entrar na Basílica de São Pedro, desistimos. E decidimos voltar à Roma, sentar em um bar para tomar umas cervejas e lembrar das maravilhas que havíamos visto dentro do Museu.

Portanto, quando visitar o Vaticano, informe-se se haverá algum evento na Basília para não passar o mesmo perrengue que a gente. E, se tiver tempo sobrando em Roma, dedique um dia inteiro ao Museu e volte ao Vaticano no dia seguinte pela manhã apenas para visitar a Basílica, que é linda sim! 😉

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